Fala-se muito em crises. Mas, paralelamente às (inultrapassáveis) financeiras e (célebres) de meia idade, passamos por muitas outras, sobretudo contextuais / situacionais e emocionais.

Criar esta página não foi só porque sim, por ter muito tempo livre ou por querer auto promover-me, ainda que reconheça a importância da aposta num bom marketing pessoal, desde que alicerçado em competências reais e caráter íntegro, mas nem vou por aí… (riso intercalado com franzir de sobrancelha).

Estar quase a atingir o patamar dos dez anos ao serviço de uma mesma instituição, fez-me estremecer, equacionar, duvidar, para além de todo um misto de sensações que julgo ser extensível a alguns da mesma “espécie”. Sempre fugi da rotina, do comodismo, do medo de mudar, da falta de criatividade e iniciativa, para não dizer de grupos de interesse viciados e da praga dos lambe-botas.

Mas, depois, olho para mim (presa na teia de uma discrição imposta, não apenas de estilo obviamente – custando-me a acreditar que a elegância possa ser considerada uma afronta [!!] – mas sobretudo de abertura de espírito… e já nem falo de inteligência), para a minha conta bancária (totalmente desproporcional em relação ao meu esforço, dedicação e empenho), para as pessoas que me rodeiam (incapazes, muitas vezes, de esboçar um sorriso genuíno e dizer umas singelas e educadas palavrinhas, como “bom dia”). E é aí que a coisa bate! E o que me salva é, apenas, o bom senso, a consciência do meu valor e saber que, um dia, a minha determinação me vai levar a bom porto.

Relativizar é o conselho mais batido e talvez amenize a inquietação por alguns instantes, às vezes dias… mas, em momento algum, esqueço o meu foco – E V O L U I R.

Foi, por isso, que criei esta página, enfrentei o desafio de a desenvolver autonomamente, e, quando digo que quero ir mais longe, está longe de ser conversa fiada.