Só temos noção de que o tempo passa demasiado depressa, quando somos confrontados com provas físicas. Olho-me ao espelho e já não chamo ruguinhas de expressão aos traços que o meu rosto assinala. Sei que não me posso queixar porque a genética até tem sido muito minha amiga (risos). Mas o meu olhar é diferente. A imensidão é maior, as experiências multiplicaram-se, não sei é se ao mesmo ritmo das emoções… porque me sinto meio perdida neste mundo demasiado tecnológico e digital. Assusta-me. Já tenho consciência das alterações de comportamento, há alguns anos. Sinto-as na pele. As pessoas e o mundo mudaram muito e rapidamente e temo que não tenha sido para melhor. Suspeito, sem grande margem de dúvidas, que existe uma manipulação constante do que se sente, pelo menos do que se exterioriza.

Mas, a adaptação é inevitável. Por ironia, a nível profissional, uma das minhas funções é gerir redes sociais, o que me obriga a estar em constante aprendizagem sobre este “novo mundo”. Não faz sentido de outra forma, se o objetivo é fazer um trabalho bem feito. Praticamente todos os dias surgem novidades e, mais que atentos, os profissionais desta área têm de estar estar alerta. Isso exige de nós um esforço adicional, muitas vezes subvalorizado. Tem de existir uma preocupação inevitável com a imagem, dado o seu elevado impacto como elemento de comunicação, mas sobretudo com a criação de bons conteúdos. Estes têm de nos ligar, humanizar, trazer de volta as emoções à realidade. E, entre tanta (des)informação, não é nada fácil nos afirmarmos pela diferença. O desafio é grande e constante. Por isso, luto tanto pelo reconhecimento merecido.

O tempo consome, devora e, por mais que desejemos, não pára. Podíamos descrevê-lo como uma equação matemática em que obteríamos, no final, a soma de tudo o que nele está incluído, racionalizando ao máximo a sua passagem e fazendo um género de flasback dos momentos que mais nos marcaram. Acredito que são ‘estes’ de que nos iremos, inevitavelmente, lembrar, sempre associados a sensações e sentimentos. Momentos… nada mais que isso. Ou melhor: tudo isso. (Tempo + Emoções) = Vida = Momentos

Passei quase um ano sem escrever por aqui. Optei por outras plataformas, muitos mais fugazes, sem, no entanto, deixar de “brincar” com as palavras um único dia que fosse. Também é verdade que quis (e continuo a querer) superar-me, investindo o meu tempo disponível (e não disponível) em formação e valorização profissional contínua. Só em 2018, conciliei o meu trabalho com seis novos cursos / formações que abrangeram áreas como: marketing digital, branding, redes sociais, inglês e fotografia. Esta é outra prova física e irrefutável de que o tempo passa de forma veloz, acelerada, implacável.

Mas, “se não ‘o’ podes vencer, junta-te a ele”. A mensagem é para mim e para a quem quiser interiorizar. Nunca foi tão importante definirmos prioridades, sermos seletivos e sabermos exatamente o que fazer com ‘ele’.